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Contos Selecionados - Jonas, O Contador de Histórias Livro publicado pelo Clube de Arte, contendo 20 (vinte) capítulos com mensagens comentadas, levadas ao ar, pela Rádio Rio de Janeiro - AM 1400 kHz , no programa "Momentos de Paz Maria da Luz". São reflexões sobre contos e apólogos encontrados na literatura Espírita, psicografados por Francisco Cândido Xavier e de autoria dos Espíritos Irmão X, Maria Dolores, Néio Lúcio e Hilário Silva, |
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Viver é agir, é crescer, como dizia Léon Denis. Só se compreende o que se vive. Só se vive o que se é. Por isso, enquanto o homem não for como o Cristo, não será capaz de entendê-lo em plenitude. Também por isso, o Sermão da Montanha, que é a alma do cristianismo, não é compatível com a mentalidade predominante, ainda hoje, na Terra. O mal da humanidade está em que se discute demais sobre o Cristo e vive-se menos a Sua realidade. Sob o ponto de vista da lógica predominante no mundo, a mensagem de Jesus é incoerente, servil, prejudica o progresso, é uma fraqueza romântica e sentimental. Qualquer pensador pragmático dirá que são doutrinas de um sonhador idealista, que não devem ser tomadas ao pé da letra. Muitos falam do Cristo. Acreditar é fácil. Difícil é viver o que se crê. Eis o maior heroísmo da alma cristã. Eis o convite do espiritismo: viver a crença. Toda filosofia necessita de uma pedagogia, um caminho, um modo de se chegar à essência. Histórias, contos, apólogos são, hoje, como as parábolas do tempo de Jesus. Em linguagem simples, aclaram a caminhada. Ao longo da história do cristianismo, houve longas discussões acadêmicas, eruditas, sofisticadas, verdadeiros atalhos. Tantos atalhos que, em muitos casos, o caminho sumiu. Os primeiros cristãos eram homens do caminho, não dos atalhos. Seu exemplo vivido era amar incondicionalmente. Servir pelo bem de servir era sua trajetória. O espiritismo, o cristianismo que nasceu de novo, reposiciona as balizas do itinerário evolutivo. Demarca o caminho para que não seja perdido de vista. É uma volta à pureza e à simplicidade originais. Agora, quando tais balizas são mostradas de maneira tão encantadora como neste livro, o perdão, a renúncia, a porta estreita ficam mais claros e mais compreensíveis. Nosso contador de histórias, nosso Jonas, é como aquele experiente professor, que nos pega pela mão e anda conosco pelos bosques perfumados, mostra as aves que cantam canções que ninguém lhes ensinou, o céu luminoso, os verdes de muitos tons, que acalmam, e nos faz sentir o beijo da brisa fresca da manhã que nasce. Assim, andando juntos pelos caminhos do Cristo, reunimos forças para que, lá adiante, possamos caminhar por nós mesmos, porque teremos vivido e crescido, porque passamos a ser novas criaturas a caminho do grande encontro com o Cristo, reabastecidos nas fontes inesgotáveis do Pai. Bendita pedagogia que nos leva a fazer o bem a todos, a oferecer a outra face, a andar mais dois mil passos e, finalmente, a amar o próximo como a nós mesmos, condição indispensável para que, um dia, sejamos puros de coração e, então, possamos ver a Deus. Aí percebemos que este é o mesmo caminho de Jesus, o caminho de Jonas, o nosso caminho também, porque vivemos e agimos espiritamente e assim, crescemos na direção do Bem Supremo. Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 2003. Cesar Soares dos Reis
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