ENFOQUES DOUTRINÁRIOS

O Livro contém 80 (oitenta) mensagens  publicadas no editorial do SEI - SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÃO e escritos por Danilo Villela que também é o responsável por veiculá-los no programa Momentos de Paz - Maria da Luz, dentro do quadro "Enfoques Espíritas". São comentários e reflexões sobre questões da Doutrina Espírita, extraídas dos livros básicos da Codificação, escritos por Allan Kardec:  "O Livro dos Espíritos" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

O cheiro do álcool encheu minhas narinas. Virei o rosto para o lado enquanto a mão acionava a manivela, num movimento circular. Neste instante uma folha de papel jornal pousava na bandeja com as letras azuis um pouco borradas. Era uma folha do SEI – Serviço Espírita de Informações. Ano: 1966. Local: apartamento do Cel. Rolemberg, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Horas antes, o próprio Coronel, datilografara com muito cuidado, “catando milho” na velha máquina de escrever. Com seu jeito brincalhão , Rolemberg dizia: - Meu nego, já que você está aí, vamos trabalhar.

E, muito à moda dele, conheci o SEI, trabalhando, rodando aquela edição, ainda  no mimeógrafo  a álcool.

Rolemberg comentou que o próprio Chico Xavier porta-voz de Emmanuel, sugerira a criação do SEI.

- No futuro, dizia o grande médium, a mensagem da Doutrina irá pelo mundo a fora e o SEI será uma espécie de pombo correio.

- Emmanuel – continuou Rolemberg – ele mesmo definiu a estrutura do SEI: um editorial sintético, em linguagem clara e acessível, sempre sobre os livros básicos de Codificação; um texto simples com opiniões abalizadas; notícias do movimento espírita no Brasil e no mundo; comentários  sobre um livro sério e confiável.

Passaram-se trinta anos. Numa quinta-feira, em 1996, Manuel Fernandes nos chamou. Na sala do SEI, já em sua sede, no Lar Fabiano de Cristo, milhares de exemplares estavam etiquetados, separados por domicílio, cuidadosamente arrumados, em bolsas, no chão. General Xavier, Antonio Lucena, Zita Flora, estavam lá. Olhei admirado: o SEI ali, em português, inglês, esperanto e espanhol. Em linguagem simples e clara, mas com absoluta fidelidade doutrinária, ali estava a Doutrina, ali estava o movimento espírita. Aquelas poucas páginas  iriam para a Austrália, Japão, África, toda a Europa, Estados Unidos, Canadá, América do Sul, América Central, “tra la mondo”, como dizem os esperantistas.

Olhava aquela maravilha lembrando de Rolemberg e da profecia do Chico, amparado por Emmanuel. Enquanto isso a voz forte e amiga de Manuel Fernandes pedia a Jesus que ajudasse a fim de que aquela edição tivesse as palavras certas, os comentários justos, que fossem mensagens do Bem e que pudessem chegar a muitos corações neste nosso planeta. Emocionei-me com o SEI, uma força do Consolador que, gota a gota, se oferecia incondicionalmente aos homens, aprendizes da Lei do amor, da justiça, da caridade.

Durante muitos anos, Sylvio Xavier, o querido General Xavier, escreveu o artigo de fundo. Agora é Danilo Villela que dá continuidade àquelas tarefas. Já não temos mais entre nós, encarnados: Rolemberg, Xavier, Manuel Fernandes, dentre outros seareiros, mas o SEI ai está. Cada artigo trás um pouco dessa história.

Quando, hoje, Danilo os escreve, legítimo sucessor, é como se o passado voltasse, em termos de responsabilidade. Mas é também o futuro que se constrói, vivo, distribuído em favor dos homens da Terra, pombo correio de luz, oferecido amorosamente, fraternalmente, gratuitamente, como devem ser as ações do Consolador Prometido.

 Cesar Soares dos Reis

Rio, 25 / 10/ 05

Voltar ao início