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- ENFOQUES ESPÍRITAS
SOBRECARGA
Q
ualquer realização suscita naturalmente problemas que devem
ser resolvidos com bom-senso, trabalho e tempo, e também a tempo.
Precisamos aprender a lidar com surpresas e dificuldades.
Falhas
humanas, deficiências materiais, circunstâncias externas que determinam
alterações imprevistas nas tarefas são testes para o nosso discernimento e
nosso espírito de serviço (capacidade de colaborar).
Compreensivelmente tais ocorrências raramente são agradáveis pois
exigem mudanças e decisões, às vezes difíceis, significando mais esforço e
mais preocupação.
Em tais ocasiões é decisiva a maneira como
encaramos os fatos. Na verdade o peso do fardo - a situação exterior - não
se modifica mas o desânimo e a revolta nos enfraquecem e então ele parece
muito maior e mais pesado ao passo que a serenidade e a confiança no
esforço bem orientado nos fortalecem e o fardo se nos apresenta mais fácil
de transportar.
E o que dizer dos que, além das lutas normais da
existência, são vítimas da inveja e do ciúme, os primeiros permanentemente
preocupados com as posses e situações alheias e os segundos doentiamente
apegados a coisas e pessoas? Esses, por certo, são ainda mais infelizes e
a propósito de sua atitude assim se expressaram os orientadores
espirituais em "O Evangelho segundo o Espiritismo":
"Haverá
maiores tormentos do que os causados pela inveja e pelo ciúme? Para o
invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre
incessante. As posses alheias lhes causam insônias: os sucessos dos rivais
lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros;
toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a
cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que,
talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades cuja cobiça lhes
envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras:
"Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados", pois os seus
cuidados não têm compensação no Céu".
Precisamos aprender a
realizar o bem ao nosso alcance, desapegando-nos dos resultados que, assim
como as circunstâncias, pertencem a Deus, que nos reserva sempre o melhor.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. V (23).
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