ENFOQUES ESPÍRITAS - S.XAVIERVOLTAR - ENFOQUES ESPÍRITAS

SOBRECARGA

Qualquer realização suscita naturalmente problemas que devem ser resolvidos com bom-senso, trabalho e tempo, e também a tempo. Precisamos aprender a lidar com surpresas e dificuldades.

Falhas humanas, deficiências materiais, circunstâncias externas que determinam alterações imprevistas nas tarefas são testes para o nosso discernimento e nosso espírito de serviço (capacidade de colaborar).

Compreensivelmente tais ocorrências raramente são agradáveis pois exigem mudanças e decisões, às vezes difíceis, significando mais esforço e mais preocupação.

Em tais ocasiões é decisiva a maneira como encaramos os fatos. Na verdade o peso do fardo - a situação exterior - não se modifica mas o desânimo e a revolta nos enfraquecem e então ele parece muito maior e mais pesado ao passo que a serenidade e a confiança no esforço bem orientado nos fortalecem e o fardo se nos apresenta mais fácil de transportar.

E o que dizer dos que, além das lutas normais da existência, são vítimas da inveja e do ciúme, os primeiros permanentemente preocupados com as posses e situações alheias e os segundos doentiamente apegados a coisas e pessoas? Esses, por certo, são ainda mais infelizes e a propósito de sua atitude assim se expressaram os orientadores espirituais em "O Evangelho segundo o Espiritismo":

"Haverá maiores tormentos do que os causados pela inveja e pelo ciúme? Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias: os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados", pois os seus cuidados não têm compensação no Céu".

Precisamos aprender a realizar o bem ao nosso alcance, desapegando-nos dos resultados que, assim como as circunstâncias, pertencem a Deus, que nos reserva sempre o melhor.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. V (23).

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