VOLTAR
- ENFOQUES ESPÍRITAS
O JUGO
J
ugo, ou canga, é uma trave de madeira que se coloca sobre o
pescoço dos bois para puxar o carro ou o arado e, figuradamente, significa
domínio, submissão. Na época de Jesus, por exemplo, a Palestina estava sob
o jugo romano, ou seja, sob o domínio dos romanos.
Jesus
convidou-nos a aceitar suas diretrizes, comparando-as a um jugo e
esclarecendo: "pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mateus -
11:30). O Mestre vinha libertar-nos da ignorância e do erro e por isso, a
primeira vista, parece inadequado comparar sua mensagem a um jugo. Devemos
considerar, no entanto, que todo homem, ao agir, busca chegar a certos
resultados e leva em conta determinados princípios a que obedece. E então
percebemos que a comparação é perfeita.
Naquele período, embora as
religiões afirmassem a existência de uma realidade espiritual,
pouquíssimas pessoas pensavam seriamente nisso. Cuidava-se de viver a vida
material, sendo exclusivamente materiais os objetivos e as preocupações.
Jesus vinha trazer, colocando em destaque, a perspectiva da vida
espiritual e a noção de um Deus-Pai, soberanamente justo e bom, a que
deveríamos amar e obedecer. Misérias, decepções, perda de entes queridos,
dores físicas, antes consideradas desgraças irreparáveis, encontravam
consolo na fé no futuro e na confiança na bondade e na justiça de Deus,
tão bem exemplificadas pelos primeiros seguidores da Boa Nova. O jugo de
Jesus, assim, é suave, pois consiste no amor a Deus e ao próximo e seu
fardo são as obrigações disso decorrentes, voluntariamente assumidas por
nós. Trata-se realmente de um fardo leve, que nos proporciona paz e
alegria.
Não precisamos alongar-nos quanto ao jugo do egoísmo e
das paixões, pois todos sabem que é tirânico sendo pesado o fardo de dores
e aflições que lhe corresponde.
Diferentemente dos animais, que
devem suportar compulsoriamente o jugo para o trabalho, nós, seres
humanos, detentores do livre arbítrio, podemos escolher o próprio jugo.
Que saibamos fazer a opção correta, escolhendo o jugo de Jesus.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. VI (1 e
2).
[
Voltar
para o início do artigo ]
VOLTAR - ENFOQUES ESPÍRITAS