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DESTINAÇÃO DA TERRA
V
ista em seu conjunto a humanidade terrena é composta, em sua maioria, por espíritos ainda pouco amadurecidos, donde o egoísmo e a ignorância, o vício e a violência, tão presentes entre nós.
Para educar-nos, entidades enobrecidas descem freqüentemente ao nosso convívio, através da reencarnação, exemplificando bondade e discernimento bem como o uso correto da inteligência, assim promovendo o progresso em todos os campos da atividade e do relacionamento humanos. As mudanças no terreno moral, contudo, são lentas, donde os aspectos difíceis acima enumerados.
A constatação dessa realidade parece contradizer as afirmativas religiosas sobre um Criador, de inteligência e bondade supremas. Realmente, as leis físicas funcionam com absoluta exatidão e os ecossistemas revelam admirável equilíbrio; a vida humana, no entanto, se caracteriza por conflitos e agressões, ao próprio homem e à natureza, como se não existissem normas para orientá-la, estando nossos destinos ao sabor do acaso.
Esse quadro absurdo, incompreensível sem o conhecimento da reencarnação e da Lei de Causa e Efeito, fez com que muitas pessoas recusassem a idéia de Deus, adotando o ceticismo ou o materialismo, chegando algumas a afirmar, ironicamente, que se a Criação era obra divina teria ocorrido alguma falha no tocante ao homem para que chegássemos a essa situação deplorável. Concluíam, então, que a espécie humana bem triste coisa é.
Acerca dessa questão, a Doutrina Espírita oferece um panorama muito mais amplo, esclarecendo que a população terrestre representa apenas parcela ínfima da humanidade, que é constituída por todos os seres dotados de razão que povoam os inumeráveis planetas do universo. A situação material e moral da população terrena nada tem de espantoso se levarmos em conta a destinação da Terra e a natureza daqueles que a habitam. Nosso orbe se inclui na categoria dos mundos de expiação e provas cujos habitantes, tendo já conquistado algum desenvolvimento da inteligência, se mostram ainda rebeldes ao cumprimento das Leis Divinas, donde, entre nós, as aflições superarem as alegrias. Tal situação, contudo, é transitória, de vez que os mundos mudam de condição à medida que seus habitantes se melhoram em virtude da Lei de Progresso.
Dia virá, portanto - e cabe-nos trabalhar pela sua chegada - em que nossa residência planetária se tornará um orbe de regeneração, "onde os homens serão ditosos porque nele imperará a Lei de Deus".
"O Evangelho segundo o Espiritismo" - Cap. III.
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